terça-feira, 20 de março de 2012

O que os Ricos ensinam a seus filhos!


Como a Ideia é sempre fornecer bom material para cada um examinar esta forma de trabalho que agora parece alternativo, mas que os grandes economistas dizem que será a forma de comércio que dominará o mundo futuro. Por isso vou citar o Livro Pai rico, Pai pobre, vou deixar algumas linhas sobre o livro e um link para quem quiser ler todo no computador, mas quero incentiva-los a ter este livro, compre e tenha uma cópia em sua Biblioteca pessoal.

A principal preocupação de Robert era o hiato crescente entre os que têm e os que não têm, nos EUA e nos outros países. Empresário autodidata que viajava em torno do mundo para fazer investimentos, 
Robert tinha conseguido se aposentar aos 47 anos. Ele saiu do conforto da aposentadoria porque tinha a mesma preocupação que eu tinha em relação a meus filhos. Ele sabe que o mundo mudou, mas que a educação não mudou com ele. Na opinião de Robert, as crianças passam anos num sistema educacional ultrapassado, estudando matérias que jamais usarão, preparando-se para um mundo que não existe mais. 
"Hoje, o conselho mais perigoso  que se pode dar a um garoto é Vá para a escola, tire boas notas e procure um emprego seguro", ele gosta de dizer. "Este velho conselho é um mau conselho. Se você 
pudesse ver o que está acontecendo na Ásia, na Europa, na América do Sul estaria tão preocupado quanto eu." É um mau conselho, acredita ele, "porque se você quer que seu filho tenha um futuro financeiro seguro, ele não pode jogar pelas velhas regras. É arriscado demais". Perguntei então o que ele entendia por "velhas regras". 

- As pessoas como eu jogam por regras diferentes das suas - disse. - O que acontece quando uma grande empresa anuncia um downsizing? - As pessoas são demitidas - respondi. - As famílias sofrem. O desemprego aumenta. 

- Sim, mas o que acontece com a empresa, em especial com uma empresa de capital aberto que tem ações na bolsa? 

- Em geral o preço das ações aumenta quando se anuncia o downsizing, respondi. - O mercado gosta quando uma empresa reduz seus custos salariais, seja mediante a automação, seja apenas racionalizando o uso da mão-de-obra. 

- Certo - respondeu ele. - E quando o preço das ações aumenta, as pessoas como eu, os acionistas, ficam mais ricas. Isso é o que quero dizer sobre regras diferentes. Os empregados perdem; os proprietários 
e os investidores ganham. 

Robert estava descrevendo não apenas a diferença entre empregado e empregador mas também entre controlar seu próprio destino e entregar esse controle a alguém. 

- Mas para a maioria das pessoas é difícil entender por que isso acontece - disse eu. - Elas só pensam que isso não é justo. 

- E por isso que é uma besteira falar para uma criança simplesmente "Tenha uma boa instrução" - disse. - E besteira imaginar que a formação oferecida pelo sistema de ensino preparará seus filhos para o mundo que eles encontrarão depois de formados. As crianças precisam de mais educação. Uma instrução diferente. E elas precisam conhecer as regras. As regras diferentes. 

Robert continuou: 

- Há as regras seguidas pêlos ricos e há as regras seguidas pelos outros 95% da população - disse. - E os 95% aprendem essas regras em casa e na escola. É por isso que hoje é tão arriscado dizer a uma criança, simplesmente, "Estude bastante e procure um emprego". Hoje uma criança precisa de uma formação mais sofisticada e o sistema corrente não está atendendo essa necessidade. Não estou preocupado com quantos computadores há na sala de aula ou com quanto as escolas gastam. Como o sistema educacional pode ensinar o que não conhece? E como os pais podem ensinar a seus filhos o que a escola não ensina? Como você pode ensinar contabilidade para uma criança? Ela não achará aborrecido? E como os pais podem 
ensinar a investir se eles próprios são avessos ao risco? Em vez de ensinar a meus filhos a buscar a segurança, decidi que o melhor era ensiná-los a ficar espertos. - Então como é que você ensinaria a uma criança sobre tudo isso de que estamos falando? - perguntei a Robert. - Como podemos facilitar a 
tarefa dos pais, especialmente quando eles próprios não sabem do que se trata? 


- Escrevi um livro sobre o assunto - foi sua resposta. 

- E onde está? 

- Em meu computador. Está lá há anos, em pedaços. De vez em quando acrescento algo mas nunca consegui organizar o material. 

Comecei a escrevê-lo depois que meu outro livro virou best-seller, mas nunca acabei o livro novo. Só tenho pedaços. 

E estava em pedaços mesmo. Depois de ler os capítulos, achei que o livro tinha méritos e que devia ser publicado, sobretudo nestes tempos em transformação. Concordei em ser co-autora do livro de Robert. 
Perguntei-lhe de quanta informação financeira ele achava que uma criança precisaria. Ele falou que dependeria da criança. Ele sabia que desde garoto queria ser rico e teve a felicidade de encontrar uma 
figura paterna que era rica e que quis orientá-lo. "A educação é o fundamento do sucesso", disse Robert. Da mesma forma que as habilidades acadêmicas são importantes, as habilidades financeiras e 
de comunicação também o são. 

O que se segue é a história dos dois pais de Robert, um rico e outro pobre, mostrando as habilidades que ele desenvolveu ao longo de uma vida. 

O contraste entre os dois pais oferece uma perspectiva importante. 

Apoiei, editei e compilei este livro. Para os contadores que o lerem, peço que suspendam seus conhecimentos acadêmicos e abram suas mentes às teorias apresentadas por Robert. Embora muitas delas 
contestem os próprios princípios  contábeis geralmente aceitos, eles oferecem uma valiosa percepção da forma como os verdadeiros investidores analisam suas decisões de investimento. 

Quando nós, como pais, aconselhamos nossos filhos a "ir para a escola, estudar muito e obter um bom emprego", fazemos isso muitas vezes em decorrência de um hábito cultural. Sempre foi certo fazer 
isso. Quando encontrei Robert, suas idéias de início me espantaram. 

Tendo sido criado por dois pais, ele foi ensinado a procurar dois objetivos diferentes. Seu pai instruído o aconselhava a trabalhar para uma grande empresa. Seu pai rico o aconselhava a ser dono de uma 
grande empresa. Ambas as trajetórias de vida exigiam instrução, mas os objetos de estudo eram completamente diferentes. Seu pai instruído o incentivava a ser uma pessoa instruída. Seu pai rico o 
incentivava a contratar pessoas instruídas. 

Ter dois pais causou muitos problemas. O pai verdadeiro de Robert era superintendente de educação no estado do Havaí. Quando Robert estava com dezesseis anos, a ameaça de "Se você não tirar boas 
notas, você não vai conseguir um bom emprego" tinha pouco efeito.

Ele já sabia que sua trajetória profissional era ser dono de empresas, não trabalhar para elas. De fato, se ele não houvesse tido no curso secundário um orientador escolar sábio e persistente, poderia não ter 
continuado os estudos. Ele admite isso. Estava ansioso para começar a acumular seus ativos, mas finalmente concordou que uma educação superior também lhe seria útil. 

Na verdade, as idéias deste livro são provavelmente muito extremas e radicais para a maioria dos pais. Alguns estão tendo dificuldades até para manter seus filhos na escola. Mas à luz de nossos tempos em 
transformação, como pais, precisamos estar abertos a ideias novas e ousadas. Incentivar filhos a ser empregados é aconselhar nossos filhos a pagar mais do que a justa parcela em impostos ao longo da 
vida, com pouca ou nenhuma esperança de uma aposentadoria. De fato, a maioria das famílias trabalha de janeiro a meados de maio para o governo, apenas para cobrir seus impostos. São necessárias novas 
idéias e este livro as oferece. 

Robert afirma que os ricos educam seus filhos de forma diferente. Eles ensinam aos filhos em casa, em volta da mesa de jantar. Essas idéias podem não ser aquelas que você escolheria para discutir com seus filhos, mas obrigada por olhar para elas. E eu o aconselho a continuar buscando. Em minha opinião, como mãe e auditora independente, o conceito de simplesmente ter boas notas e achar um bom emprego é uma ideia velha. Precisamos de novas idéias e de uma educação diferente. Talvez falar para seus filhos sobre lutar para serem bons funcionários e criarem sua própria empresa de investimentos não seja uma ideia tão má. 
Espero como mãe que este livro auxilie outros pais. Robert espera poder informar a outras pessoas que qualquer um pode alcançar a prosperidade se decidir fazê-lo. Se você for um jardineiro ou um porteiro ou até um desempregado, você tem a capacidade de instruir-se e de ensinar a quem você ama a cuidar de si próprio financeiramente. Lembre que a inteligência financeira é o processo mental pelo qual resolvemos nossos problemas financeiros. 

Hoje estamos enfrentando mudanças globais e tecnológicas iguais ou até maiores que as ocorridas anteriormente. Ninguém tem uma bola de cristal, mas um fato é certo: à nossa frente descortinam-se mudanças que estão além de nossa realidade. Quem sabe o que o futuro nos trará? Mas aconteça o que acontecer, temos duas escolhas fundamentais: a segurança ou a inteligência, preparando-nos, instruindo-nos e despertando nosso gênio financeiro e o de nossas crianças. 
- SHARON LECHTER 


Nenhum comentário:

Postar um comentário